Pe. Léo - Nunca julgue
DVD: Aprendendo com as histórias de Pe. Léo
Homilia: Jovem acorda e levanta-te
Data: 16/04/05
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Pe. Léo - Você não nasceu para ir para o lixo
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Padre Léo- PALESTRA
Daniel Godri - Exemplo da Abelha/Pernilongo
Nova palestra do Daniel Godri, ao vivo. Motivação, Marketing e vendas!
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Estique seus limites, aumente seu valor (NOVO)
Daniel Godri Estique seus limites, aumente seu valor (NOVO)
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Daniel Godri - Motivado X Bola Murcha
Um video inteiro sobre o tema Motivado X Bola Murcha. Realmente é o mestre da motivação!
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Palestra Motivando com Criatividade
Palestra completa (4 partes)
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Motivação exemplo gato e cachorro
((Trecho da palestra " Palestra Motivando com Criatividade " ao vivo do Daniel Godri sobre motivação))
O 'sim' da conversão
Pe. Fábio de melo e Padre Zeca - Coração Sagrado
O 'sim' da conversão

A renúncia de uma vida de ilegalidade
Converter-se é deixar de viver longe de Deus. Sair do estado de perdição, deixar o pecado. Não somente o ato mau em si, mas o estado que resulta dele, o estado da perda da salvação e o sentimento de inimizade contra Deus. O passar a viver e estar longe de Deus. Conversão consiste em voltar para o Senhor com todo o coração, retomar o caminho das suas veredas.
A conversão é um conceito complexo, que significa uma profunda mudança de coração sob o influxo da Palavra de Deus. Essa transformação interior exprime-se nas obras e, por conseguinte, na vida inteira do cristão. A conversão significa a vitória sobre o velho homem que está enraizado (a existência carnal) e o começo de uma vida nova (a vida no Espírito) criada e governada pelo Espírito de Deus. É um fato que na História da Salvação, após o pecado original, cada vez que Deus vai ao encontro do homem para com ele dialogar, o faz para provocar nele a conversão do coração.
Não basta renunciar somente a um ato mau, nem a um hábito pecaminoso. Precisa-se ir ao centro da existência: todo o coração e todo o procedimento devem ser mudados. O afastamento de Deus somente termina quando o próprio Senhor se achega pessoalmente do homem.
A conversão, como saída do estado de pecado, de ausência de Deus e de perda da salvação, está unida à aceitação incondicional da soberania divina. Reconhecendo que se praticou o mal, que se tem necessidade de Redenção e de uma transformação completa.
Quem realmente se converte, submete-se de boa vontade à lei divina. Renuncia à vida de ilegalidade. Converter-se é deixar de viver na injustiça. Quem se converte reconhece o quanto deve a Deus e esforça-se por Lhe dar a devida honra. Todo pecado cria um estado permanente de sonegação de justiça para com Deus. É uma inimizade habitual, uma injustiça. É uma recusa permanente de dar ao Senhor a glória que Lhe pertence e de prestar ao Pai a obediência e o amor filial. A conversão tira-nos desse mísero estado. Supõe uma renovação integral do coração.
Converter-se é deixar de viver na mentira. Quem se converte afasta-se da mentira. O pecado é mentira. Por isso, a conversão requer uma mudança total de mentalidade, um espírito novo, o Espírito da Verdade. A conversão é um 'sim' à verdade.
Conversão é a volta à casa do Pai e a entrada no Reino de Deus. Passagem das trevas do pecado para a luz da Graça. O caminho que Deus aponta conduz a uma conversão séria e autêntica do coração. Deus apela para a liberdade humana e que a íntima conversão desta liberdade é obra Sua.
A conversão se inicia no momento em que Deus se digna de derramar “o espírito de graça e de preces” (cf. Zac 12, 10). Porém, nossa conversão não se realizará sem o 'sim' de nossa liberdade.
A conversão culmina, – é próprio da essência dela –, em um novo nascimento, num renascimento do alto, de Deus. A volta à casa do Pai é a reintegração nos direitos de filho. Não é algo que se processa unicamente no exterior, mas é uma ação interior, uma modificação vital, um nascimento pelo Espírito. Para o homem, a conversão é, pois, infinitamente mais que o simples fato negativo de se livrar da escravidão do pecado, porque para Deus, o converter-se é infinitamente mais que perdoar pecados, é fazer o dom de uma vida nova. O homem torna-se filho de Deus.
O único modo efetivo de descobrir sempre mais a própria identidade é o árduo, mas consolador, caminho da conversão sincera e pessoal, com um humilde reconhecimento das próprias imperfeições e pecados; e a confiança na força da ressurreição de Cristo. Essa transformação interior exprime-se nas obras e, por conseguinte, na vida inteira do cristão.
fonte: http://blog.cancaonova.com/padrereinaldo/
A graça de ser só

A graça de ser só-vivendo em castidade
Há pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do "pode ou não pode".
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em "propriedade privada". Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo de mais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

Padre Fábio de Melo
Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.
Sofrimento

Sofrimento: experiência de morte ou de vida
Como encarar o sofrimento do jeito de Jesus
Existem muitas formas de sofrimento, ele pode ser físico, moral e até mesmo espiritual. Não há um ser humano sequer isento de amargura, de dor e de todos os outros sentimentos típicos de quem sofre, como a solidão, a tristeza, a angústia, etc... Ninguém gosta de sofrer, nem precisa gostar. Aqui apresento a maneira que Jesus nos ensina a viver esse momento de dor. Esta é a maneira de sofrer que convido você a refletir comigo: sofrer com sentido.
Jesus disse: "Bem-aventurados os que choram porque serão consolados" (Mt 5,4).
No texto original grego o verbo “chorar”, ao qual Jesus aqui se refere, significa “luto”, “dor”, “aflição”, “cerimônia de luto” e “desgraça”, ou seja, é aquela dor que nos leva a preferir a morte à vida ou de tão intensa consome todas as forças do corpo e da alma. O profeta Jeremias chegou até a afirmar: "Maldito o dia em que nasci! Nem abençoado seja o dia em que minha mãe me deu à luz" (Jr 20,15).
Se você se encontra em uma dor semelhante a essa, saiba que é para você esse texto, Deus quer lhe falar, portanto, leia com calma a partir de agora.
A primeira frase que um cristão geralmente diz quando depara com um sofrimento assim é: “Deus me abandonou” ou “Onde está Deus?” ou ainda: “Por que isso comigo?” Se você já passou por isso ou se encontra nesse estado, melhor do que ninguém sabe que nesta hora parece que nenhuma palavra ou ninguém é capaz de lhe retirar a dor. Até pode surgir uma frase bem comum: Nesta hora palavra alguma adianta! E, de fato, o silêncio é palavra certa para os momentos de barulho interior. A resposta ao sofrimento não se encontra na lógica dos acontecimentos.
Como encarar o sofrimento do jeito de Jesus?
A resposta está no próprio versículo que lemos acima. Preste atenção: "Bem-aventurados", felizes "os que choram", ou seja, aqueles que fazem uma experiência de viver como mortos, embora estejam vivos, porque serão consolados" (cf. Mt 5,4). O verbo “consolar”, no texto em grego, é o mesmo que se refere ao Espírito Santo, o Consolador. Veja bem: é o Espírito Santo quem consola aquele que chora, essa é uma promessa do Senhor.
O sofrimento faz parte da vida, agora cabe a você querer vivê-lo com sentido, quero dizer: vivê-lo com esperança. Viver com esperança no sofrimento é assumir a realidade de que tudo passa neste mundo e de que nenhuma experiência de morte prevalece diante do Espírito Santo. O “consolar” aqui significa ser livre dessa experiência de morte, significa experimentar a força da ressurreição que levantou Jesus do sepulcro. A morte não tem poder sobre o Senhor nem sobre nenhum daqueles que morrem com Ele.
Paulo disse: "Se morrermos com Cristo, cremos que também com ele viveremos" (Rm 6,8). Viva seu sofrimento com esperança! Esse é o único modo de dar sentido a ele. Então sofra as demoras de Deus no silêncio, no abandono e na oferta. Cristo morreu em uma cruz, então saiba que todo crucificado será ressuscitado e que as experiências de morte passam. Se vividas em Cristo estas serão transformadas em vida. O modo como isso se dará nem eu nem você somos capazes de encontrar uma resposta satisfatória, mas o cristão sabe que vale a pena porque será consolado.
Tudo passa, aguente firme! Você será consolado!
Leandro César
leandrocesarcn@gmail.com
Quaresma e Campanha da Fraternidade

O desafio da Quaresma e da Campanha da Fraternidade
Permitir que os exercicios espirituais aconteçam em nossa vida
A Quaresma é um tempo forte de oração, penitência e caridade como exercícios de conversão, que nos preparam para viver a Páscoa, ressurreição e vida nova em Cristo Jesus. Inspirada nos quarenta anos nos quais o povo de Deus viveu no deserto se purificando para entrar na Terra Prometida e nos quarenta dias em que Jesus viveu no deserto antes de iniciar Sua missão na vida pública. A oração, o jejum e a esmola são os elementos fundamentais da espiritualidade quaresmal, nós somos chamados à escuta da Palavra de Deus, à participação nos Sacramentos, à vida comunitária e a atualizar o mistério de Cristo e Sua salvação na vida da Igreja hoje.
Neste tempo de reflexão, cujo objetivo é a transformação da nossa vida, penso que uma espiritualidade que não gera vida e transformação não é autenticamente cristã. Não somente a minha vida, os meus interesses, mas o de todos, ou seja, o bem comum de todos os irmãos a sociedade. A Campanha da Fraternidade deste ano reflete sobre a fraternidade e a segurança pública, tendo como lema: “A paz é fruto da justiça” (cf. Is 32, 17). Suscitando em nós o debate sobre a segurança pública, construir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, buscando a paz positiva, aquela que só o Cristo nos dá de forma completa, abrangendo todo o homem e o homem todo.
O que é justiça?
A justiça consiste na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido. A justiça para com Deus é chamada «virtude da religião» (cf. Catecismo da Igreja Católica 1807; 1836). Segundo Aristóteles, o termo “justiça” denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido universal) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido estrito).
O que é paz?
Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim “Pax = Absentia Belli”, pode referir-se à ausência de violência ou guerra. No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, de desconfiança e, de um modo geral, de todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa e, eventualmente, para os outros, a ponto de se ter tornado uma frequente saudação: “Que a paz esteja contigo” e um objetivo de vida.
Na minha opinião, o grande desafio – além de não esvaziar a espiritualidade da Quaresma – é permitir que os exercícios quaresmais e a vivência do Mistério de Cristo possam nos converter para a prática da justiça e da paz. A nossa proposta para viver esse tempo é uma conversão que extermine em nós e ao nosso redor todo tipo de violência para construirmos o homem novo, para reconstruirmos o mundo novo de paz e justiça.
Como faremos isso? Trabalhando em nós e na nossa casa, comunidade, trabalho, escola as origens dos conflitos que geram a violência e a falta de paz. Ou seja, a interioridade de cada pessoa, pois, a violência começa dentro de nós e é alimentada em nosso meio, ajudando as pessoas a gerenciar os seus conflitos interiores com uma formação que trabalhe todos os aspectos, vendo-as como parte de um todo, individualmente, capazes de mudanças e transformação.
Nessa formação nós não podemos esquecer os valores primordiais da vida, da partilha, do respeito, da igualdade, dos valores cristãos, pois cidadãos bem formados e firmes na hierarquia de valores não se deixam vencer pelos mecanismos da injustiça que gera violência. Provocar uma atitude positiva do Estado, ou seja, nos governantes para que todos tenham, com dignidade e trabalho, a satisfação de suas necessidades pessoais e comunitárias. Crescer no diálogo, promovendo a reconciliação e o perdão que são virtudes cristãs, exercitar a capacidade de promover o outro nas suas qualidades e diferenças, ajudando-o a sair da margem de nossa sociedade, isso é caridade. Nos exercícios da Via Sacra, nas celebrações, nos grupos de oração e círculos bíblicos iluminando com a nossa fé os nossos compromissos cristãos. Esse assunto é muito complexo, mas acho que consegui pensar numa proposta para casar bem dentro de mim,
Quaresma e Campanha da Fraternidade:
A nossa proposta para viver bem esse tempo é uma conversão que extermine em nós e ao nosso redor todo tipo de violência, para construirmos o homem novo e para reconstruirmos o mundo novo de paz e justiça.
Pe. Luizinho - Com. Canção Nova
Inveja, a mediocridade do ser humano
O invejoso parece desgostoso com a própria vida

“Quando um homem está envolvido em si mesmo, ele se torna um pacote muito pequeno” (John Ruskin).
A inveja é um sentimento tão medíocre, que se torna difícil de ser “digerido”. Esse sentimento, que é desencadeado pela desigualdade, é capaz de corroer a alma do invejoso. E o pior é que este ser humano fica tão envolvido com tal sentimento, que se sente incapaz de perceber tamanha destruição em sua própria vida.
Percebe-se de forma bem nítida que a inveja advém do apego às coisas materiais, do desejo de obter o que o outro possui, tanto em se tratando de posses quanto de virtudes.
Observa-se que a inveja é um sentimento tão perverso que é como se fosse uma sede insaciável, o que faz obscurecer por completo a vida do invejoso, impedindo-o de se desenvolver e/ou crescer. E isso se deve ao fato de que simplesmente o invejoso vive em prol da vida alheia, esquecendo-se de cuidar de sua própria vida, vivendo em função da vida do outro. De fato, é triste perceber que há pessoas que funcionam como verdadeiros “guardas”, de “olho vivo” na vida alheia. Mais triste ainda é lembrar que enquanto este ser humano pernicioso se preocupar com a vida do outro, sua própria vida ficará estagnada, com tendência, a curto prazo, a ser conduzida a um verdadeiro caos.
Já é sabido por todos que o invejoso passa mal, chegando até a adoecer, quando alguém de seu convívio começa a brilhar; assim, utiliza de estratégias mesquinhas, tecendo fofocas, tentando minar, derrubar e até destruir o outro. Mas, o que se observa é que quem é derrubado e destruído é o próprio invejoso, uma vez que a inveja tem a tendência de corroer e de autodestruir levando o indivíduo ao extermínio de si mesmo.
Contudo, a inveja deveria ser repugnante, pois, carrega consigo a tristeza, a melancolia, o egoísmo, a dor e o ódio.
Mesmo ciente desses fatos, é triste e lamentável saber que convivemos com o invejoso, que ele está bem pertinho da gente, mas nós não o percebemos. Desconhecemos tal pessoa, talvez por não comungarmos desse mesmo sentimento destruidor ou por não querer acreditar que este ou aquele ser humano seja tão pernicioso a ponto de se tornar “jagunço” de nossas próprias vidas. Um dia a máscara cai nitidamente e, de forma inesperada, tal sentimento “aflora” com mais força, deixando-se transparecer de modo claro através do sentimento de ira, mágoa e de outros que nem precisamos citar.
Somado a isso, interessante notar que, antes desse fato ser consumado, convivemos e comungamos muito de nossa vida com o invejoso, confidenciando fatos, dialogando sobre nossa vida pessoal e profissional, partilhando de tudo um pouco. Mas, eis que em um dado momento, vem a decepção, quando a “máscara” cai e tudo vem à tona. Assim, dói mais o fato de conceber tal pessoa como invejosa do que a própria reação de inveja, uma vez que aquela pessoa era estimada e querida.
Assim sendo, torna-se importante salientar que ao invejoso importa que o outro não tenha o que ele deseja. Ridículo, não?
Vê-se, portanto, que o invejoso não luta para melhorar, para se desenvolver, pois a ele interessa ficar de “plantão” no que o outro possui; seu objetivo é a destruição, uma vez que ele deseja e não os tem. A atitude do invejoso exige que ele assista a própria vida de “camarote” sendo um mero “expectador”; dessa forma, não faz acontecer nem age em prol de sua própria vida, mas em função da vida alheia.
É de se observar que o invejoso é tão ganancioso no que o outro tem e/ou é que fica “cego” diante dos valores, virtudes e princípios que deveria ter, preocupando-se em demasia em assumir seu papel de perversidade diante do outro, esquivando-se a todo custo da amizade e consideração para com o outro.
É importante ressaltar que o invejoso parece carregado de desgostos, altamente descontente com a própria vida, cheio de angústias e totalmente revoltado, inalando egoísmo. Deixa de viver, se tornando intragável em meio ao seu convívio, uma vez que não conspira o bem para ninguém. Não sabe compartilhar nem se alegrar com os demais, além das reações “monstruosas”, que o fazem até mudar de cor quando age.
Finalmente, o invejoso, essa triste figura digna até mesmo de dó, necessita se enxergar antes de tudo, – reconhecendo a mediocridade que é ou foi sua vida com atos e sentimentos estéreis – , como se fosse a um palco onde tivesse representado uma peça vazia de conteúdo, sem qualquer brilho.
É imperativo tal autocrítica, pois só a partir de então, se assim o quiser, deverá “arregaçar as mangas” e lutar em prol de uma vida melhor, conscientizando-se de que se continuar tendo inveja do outro, ficará estagnado, correndo o risco de não crescer, morrendo com o próprio veneno.
sobre o autor:
Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária no Vale do Aço.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br
Marizete Furbino